Desde o nascimento, o gênero do indivíduo (menino ou menina) é uma característica importante que influencia no modo como as pessoas reagem a este individuo.
A sociedade como um todo espera que homens e mulheres se comportem de modo diferente e assumam papéis diferentes na sociedade. As crianças, desde muito pequenas, passam por um processo no qual adquirem uma identidade, motivações e comportamentos adequados para o seu gênero. Porém, essas diferenças são apenas psicológicas ou comportamentais.
Ser homem ou ser mulher, implica em um conjunto de características físicas, emocionais, psicológicas, sociais e culturais. O indivíduo tem que não só fisicamente se reconhecer como pertencente ao sexo feminino ou masculino, mas também aprender o jeito feminino ou masculino de ser, acima de todas as características sexuais. Em nossa cultura, por exemplo, o papel feminino é definido como cuidador, doce, cooperativo e sensível. Já o papel masculino é definido como dominante, objetivo, independente e competitivo.
Alguns estudiosos dizem que não escolhemos nossa orientação sexual, ela acontece naturalmente. Outros acreditam que os indivíduos são capazes de optar por escolhas heterossexuais (pelo sexo oposto), homossexuais (pelo mesmo sexo) ou bissexuais (por ambos sexos). Através de estudos recentes, acredita-se que parte dessa resposta se encontra no código genético, sendo que o ambiente também contribui para o desenvolvimento da orientação sexual. Outra visão aponta que o sexo pode ser determinado biologicamente, porém, a identidade sexual é estabelecida durante a infância e tende a permanecer a mesma por toda a vida, mas ainda não descobriram quais fatores contribuem mais para tal escolha.
Deve-se distinguir o comportamento homossexual, freqüente na infância e na adolescência (normalmente motivado pela curiosidade das mudanças físicas), do homossexualismo, que é a incapacidade de sentir-se atraído pelo sexo oposto.
Na puberdade pode haver um rápido aumento do comportamento homossexual pelo fato dos adolescentes estarem mais ligados intimamente com companheiros do mesmo sexo, ou seja, seus amigos, com quem conversam sobre sexualidade. Porém, esse contado geralmente causa sentimento de culpa e constrangimento entre eles. Nessa fase o adolescente busca apenas sua identificação sexual e um lugar na sociedade.
Os adolescentes podem se sentir ansiosos e até mesmo deprimidos por possuírem uma orientação homossexual pois, normalmente, isso gera a rejeição da família ou o abuso físico e verbal da sociedade caso sua orientação for conhecida. Por isso, muito jovens não assumem sua orientação homossexual.
Embora a sociedade considere a homossexualidade como um desvio do comportamento sexual, o homossexualismo não é uma anormalidade, e sim uma condição normal de uma parcela da população e está presente em todas as culturas e sociedades.
AUTORAS:
Aline Assami Outa
Andréia Borsato Lopretto
Deise Aparecida dos Santos
Juliana Neves Pereira
Maira Bover Giatti
Paloma Terumi Sá Miyai
REFERÊNCIAS
ALVES, J. C. Garotos e garotas, a dança dos diferentes. 1 ed. São Paulo: Editora Moderna, 1998.
ANGELI, H. A. T. A problemática sexual na adolescência. Dissertação de Mestrado na Universidade de São Paulo - Psicologia Escolar. São Paulo: 1986.
PAPALIA, D. E.; SALLY, W. O.; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento Humano. 8 Ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
SHAFFER , D. R. Psicologia do Desenvolvimento: infância e adolescência. São Paulo: Thomson, 2005.